Evil Dead: The Game – Análise

A Saber Interactive e Boss Team Games trazem-nos uma adaptação da saga de Sam Raimi com Evil Dead: The Game. Um jogo PvP assimétrico ao estilo de Dead by Daylight, onde 4 jogadores têm de juntar forças para sobreviver e completar objetivos enquanto outro jogador os tenta caçar e derrotar.

Evil Dead: The Game vai buscar referências a várias obras da franquia (sobretudo a trilogia e série), para construir o mapa e mecânicas do jogo. Depois de receber uma chave para a review (um agradecimento especial à Best Vision) resolvi ver a trilogia de filmes para poder perceber algum do contexto do jogo – e porque os filmes são divertidos, sinceramente – e, embora recomende os filmes, não fazem falta nenhuma para jogar o título.

Existe apenas dois mapas e um modo de jogo PvP. Os mapas são uma coleção de locais dos filmes, desde a sinistra cabana Knowby a uma mansão abandonada ou um avião destroçado que devem explorar por mantimentos e armas. A recriação destas localizações e aproximação ao original estão impressionantes. A apresentação visual do jogo está geralmente boa e as animações surpreenderam-me positivamente. Os ataques melee têm muito peso e os “finishers” são satisfatórios. Contudo, ninguém vai sair deste jogo deslumbrado com a sua direcção artística. Tive alguns problemas com a claridade visual nos locais interiores como a cabana ou mansão, a combinação da câmara em terceira pessoa, escuridão do mapa e corredores claustrofóbicos torna a procura de itens um pouco fastidiosa e resume-se a procurar pelos pontos e linhas brilhantes no ecrã em vez de procurar pelos objectos físicos de forma mais orgânica.

Os objectivos são sempre os mesmos, os sobreviventes começam por procurar os três pedaços de um mapa, depois têm de colecionar uma adaga e o livro “Necronomicon”, derrotar os “Dark Ones” e por fim defender o livro durante um determinado tempo, tudo isto enquanto o jogador inimigo (o Kandarian Demon) os tenta parar e matar sempre que pode. Para derrotar os sobreviventes, o Kandarian Demon pode plantar armadilhas pelo mapa, invocar demónios, possuir objectos (ou os jogadores se possível) ou até invocar-se a si próprio como um boss. É divertido saber que podem tentar pregar um susto aos jogadores com as vossas habilidades, todavia – e isto pode ser a minha simples inexperiência neste tipo de jogo – sinto que se jogarem contra um grupo coordenado, é difícil conseguirem fazer alguma coisa para os parar. Prefiro jogar como sobrevivente, onde exploramos o mapa à procura do melhor arsenal possível e matamos demónios. Dito isto, jogar como sobrevivente é como lançar um dado, podem encontrar jogadores que sabem manter-se em equipa para evitar emboscadas, ou encontram jogadores que andam sempre sozinhos, morrem e deixam o resto da equipa em desvantagem. Se tiverem amigos com quem jogar, perfeito, se jogarem sozinhos, pode tornar-se frustrante.

Sempre que acabam uma partida recebem XP para poderem desbloquear novas habilidades nas várias personagens jogáveis.

Há um modo diferente para apenas um jogador chamado “missions” mais linear onde completam objectivos enquanto derrotam Deadites. Não lhe achei muita piada, é só uma versão “lite” do modo principal onde jogam sozinhos e têm de seguir um caminho determinado.

Infelizmente, a minha maior crítica ao jogo é algo que poderá definir a sua longevidade: em cerca de 10 horas nele, senti que facilmente se torna repetitivo. É necessária mais variedade no jogo, nomeadamente mais modos e mapas. Não sei como é que jogos no mesmo género se comparam, mas não me vejo a investir muito mais tempo neste sem algumas atualizações.

Concluindo, Evil Dead: The Game tem potencial e consegue ser divertido, ouvir o Bruce Campbell provoca-me sempre umas gargalhadas e cortar Deadites ao meio com uma moto-serra é satisfatório. Porém, o jogo precisa de mais variedade para continuar fresco e populado. Avaliando a minha experiência, atribuo uma nota de 6 em 10 ao jogo.

Evil Dead: The Game no OpenCritic

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