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Como classificam os Gears of War, do pior ao melhor?

Em 2006, a Epic Games revolucionou os third person shooters com o lançamento de Gears of War, o exclusivo da Microsoft é conhecido por ter popularizado em cover system que ainda hoje vemos em TPS’, mas a sua conceptualização começou por volta dos anos 2000 ou 2001 como Unreal Warfare. Um shooter por classes focado em multi-jogador, a Epic Games acabara por deixar o jogo em pausa durante algum tempo, mas com a mudança de foco da indústria para mais jogos a solo, o projecto foi alterado. Cliff Bleszinski, o director do jogo, citou Resident Evil 4, Kill Switch e Bionic Commando como os três títulos mais influentes na criação de Gears of War.

Gears of War foi responsável por criar uma nova onda de third person shooters cujo cover system ainda é usado hoje. A série, para além de seis jogos até agora, recebeu dois spin-offs, adaptações para livros, banda desenhada, um jogo de tabuleiro, e a certo ponto, teve um filme em desenvolvimento.

Graças ao Gears Tactics, decidi revisitar a série do início e jogar todos os seis jogos principais, e classificar a minha experiência em cada um, da pior à melhor. Escusado será dizer que esta lista é apenas a minha opinião, e espero ler as vossas, caso tenham jogado os jogos (todos, ou só alguns):

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6º – Gears of War: Judgement

De longe, a escolha mais fácil da lista e provavelmente não há de surpreender ninguém. Gears of War: Judgement é o primeiro jogo a afastar-se de Marcus Fenix como o protagonista, dando o papel principal ao seu colega da trilogia original, Damon Baird. É também o primeiro jogo sem a liderança da Epic Games no desenvolvimento, sendo a People Can Fly o estúdio principal na criação do jogo. Judgement não é mau, durante o meu tempo de jogo apreciei a premissa da narrativa, onde Baird e os seus colegas vão contando os acontecimentos do jogo à vez, e o jogador controla diferentes personagens ao longo da campanha. Cada missão tem uma opção “Declassify” onde podem aumentar a dificuldade do nível com condições especiais, sejam limites, novos inimigos ou corridas contra o tempo. Infelizmente, para além de ficar por aí no que toca a inovação, o jogo tropeça na sua execução. As missões são repetitivas, as restrições do “Declassify” variam muito pouco e são na maior parte frustrantes em vez de divertidas. E no final de tudo, a campanha sabe a 6 horas de filler.


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5º – Gears of War 4

Como a primeira entrada da série na “nova” geração de consolas, Gears of War 4 foi bastante sólido. Os visuais estavam melhor que nunca, o gunplay é fluído e deu-nos um novo olhar sobre o que aconteceu após os eventos finais da trilogia, apresentou-nos o novo carismático JD Fenix, e mostrou-nos que o seu pai, Marcus, envelheceu apenas em aspecto físico. Infelizmente, o primeiro Gears da The Coalition pouco arriscou, sendo nada mais que uma introdução de 6 ou 7 horas à nova saga e personagens dos próximos Gears, servindo também como uma justificação para novas sequelas, quando o Gears of War 3 tinha sido um final definitivo à série.


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4º – Gears of War

Embora sendo inferior ao 4 nos aspectos técnicos – como é de pressupor tendo em conta que é o primeiro jogo – Gears of War merece estar aqui puramente pelo que fez para a indústria. E tendo jogado o jogo recentemente, surpreende-me que a jogabilidade envelheceu muito bem. Todavia, o mesmo não se pode dizer do resto, os visuais escuros e cinzentos são aborrecidos, e encontrei vários problemas de som. O enredo não era propriamente envolvente, mas não consigo negar que apresentaram um mundo interessante e com muito espaço para aprofundar. Fico feliz por terem deixado os Kryll nesse jogo.


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Menção Honrosa – Gears Tactics

Não quis tornar Tactics parte “oficial” da lista por ser um spin-off e estar num género completamente diferente da série principal. Mas ainda assim, acho que merece uma menção com uma “pseudo-posição” na lista porque não só é o jogo que me fez revisitar a série, como é completamente fiel à série e extremamente divertido, embora repetitivo.


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3º – Gears 5

O Gears 5 já fez mais com a nova geração de personagens que o 4. Para além das pequenas melhorias no gameplay, a adição das habilidades do Jack para vos ajudar em combate, o jogo apresenta grandes áreas abertas com conteúdo opcional para explorarem e descobrirem novas melhorias para o Jack ou armas especiais. Obrigar o jogador a tomar uma decisão no final do jogo pareceu-me um pouco forçado, mas retirando isso, o enredo é forte e o interesse que eu tinha perdido na série a partir do Judgement voltou aos poucos.


2º – Gears of War 2

Sempre senti que o segundo jogo fosse o favorito entre os fãs, por isso percebo que esta posição seja ligeiramente controversa e foi a decisão mais difícil da lista. Antes de ter rejogado a trilogia, este era o meu favorito. Toda a campanha do Gears of War 2 é memorável, desde o momento em que matamos a Riftworm por dentro, aos momentos finais onde controlamos um Brumak e moemos centenas de Locust no seu ninho. O boss final fica aquém das expectativas. E o 3º jogo, acaba por ganhar uns pontos extra pelos seus momentos mais fortes, e ser o final que a série merecia.


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1º – Gears of War 3

Uma coisa que me saltou logo à vista quando comecei o Gears 3 foi o quão mais vivo era em relação ao seu antecessor. A diferença nos visuais é surpreendente e ainda hoje acho que é dos jogos com melhor aspecto na Xbox 360. O gameplay era mais refinado que sempre, e o enredo proporcionou-nos com alguns dos momentos mais emocionantes de toda a série (sim, um deles é o sacrifício de uma das personagens originais ao som da Mad World) e o final deu a Marcus o descanso e a conclusão que este merecia após 3 jogos. Contudo, certas partes do jogo sabem mais a filler do que um avanço narrativo propriamente dito, e isso é o que me deixa de pé atrás em relação ao Gears of War 3 ser definitivamente o melhor jogo da série. Por isto, fico no limbo entre o 2 e o 3. Nesta lista, acabei por dar vantagem ao 3, mas se me fossem perguntar a ordem dos jogos mais tarde, não nego que as posições pudessem estar trocadas.


Mas esta é apenas a minha classificação, qual é a vossa?


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