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Como classificam os Jak and Daxter, do pior ao melhor?

Visitando uma das mascotes da PlayStation 2, duas gerações depois.

A maior parte dos jogadores nos inícios dos anos 2000 lembram-se dos “Big 3” da PlayStation 2. As três séries populares de platformers: Sly Cooper da Sucker Punch Studios, Ratchet & Clank da Insomniac Studios e Jak and Daxter da Naughty Dog. Desde pequeno que sou grande fã de Ratchet & Clank, joguei e gostei Sly Cooper na PS3, mas nunca cheguei a jogar Jak and Daxter até agora (tirando uma demo na PS2 e Daxter, o spinoff para a PSP). Encontrei a colecção em desconto na PlayStation 4 e vi isso como uma oportunidade de finalmente conhecer uma das mascotes da Naughty Dog e trazer-vos mais uma discussão e classificação, começando naquele que menos gostei, até ao meu favorito. Escusado será dizer que esta lista é uma opinião inteiramente pessoal e recomenda-se que se juntem a mim e façam as vossas próprias classificações, aqui, ou nas redes sociais.

Segue então, a minha lista:

Jak II: Renegade

Antes de ter começado a jogar, não esperaria começar este artigo com o Jak II. Sei que este é o favorito de muitos e estou tão desiludido como vós, mas juro que tentei gostar do jogo. A minha razão para meter o Jak II no fundo (ou vá, início) da lista baseia-se maioritariamente na experiência horrível com os controlos e o design das missões do jogo. Comecei o jogo a pensar “Agora é que vem o Jak a sério” e fui surpreendido com um mundo aberto pouco ou nada adicionou ao gameplay e um Jak “negro” que o eu de 10 anos provavelmente teria adorado porque “edgy = fixe”. A verdade é que o mundo aberto era apenas uma frustração graças aos maus controlos de condução e à sua futilidade em geral. Pouco me diverti com as missões, as mais memoráveis assim o são pelas piores razões, odiei a hoverboard, odiei as turret sections, odiei as corridas e odiei recomeçar a missão toda de novo por causa dum erro estúpido. Talvez tenha jogado de forma errada, ou talvez o jogo tenha simplesmente envelhecido mal, tendo em conta o quanto gostei da sequela, inclino-me mais para a última opção. Não ajuda que seja o jogo mais longo da lista.


Jak and Daxter: The Lost Frontier

Ambos os spinoffs da PlayStation Portable não estão disponíveis na colecção mas decidi fazer o sacrifício e jogá-los para classificar a série completa. The Lost Frontier é o “boas ideias, pobre execução” da saga. A última entrada na série adiciona muita coisa: mecânicas de gameplay, combate aéreo, “skill trees“, mas nada disto o impede de ser completamente medíocre e plenamente aborrecido. Onde no Jak II ansiava pelo final porque a frustração estava no pico e queria passar para o Jak 3, no The Lost Frontier não sentia absolutamente nada enquanto jogava. Os controlos do combate aéreo são, ironicamente, lentos. O combate e platforming perdem uma camada de profundidade com a falta do roll e o que este trazia. Os poderes novos são interessantes nos primeiros minutos mas não passam duma gimmick que usam em alturas muito específicas do jogo, ou quebram o ritmo e fluidez do jogo. É giro poder modificar as nossas naves mas mesmo isso acaba por ser como o resto do jogo, superficial.


Daxter

Ainda longe de ser um excelente jogo, Daxter consegue usar a sua criatividade de forma bem mais eficiente que o The Lost Frontier. Talvez porque a ausência do protagonista dos jogos principais deu mais liberdade à Ready at Dawn para criar um moveset novo para o pequeno sidekick. Ajuda que, ao contrário de The Lost Frontier, também decidiram manter o jogo mais simples. As missões limitam-se a platforming e derrotar os inimigos com as ferramentas que o jogo vai oferecendo. Tem alguns puzzles que entretêm, embora fáceis, os mini-jogos são divertidos, e as boss fights idem. Dito isto, nas 5 ou 6 horas que o jogo tem, já se estava a sentir repetitivo e monótono perto do final.


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Jak X

Menti quando disse que a minha experiência com Jak limitava-se à demo e a Daxter. Tinha boas memórias de jogar Jak X na PlayStation 2 e estava ansioso por voltar ao jogo depois de tantos anos. É debatível se o jogo de corridas caótico é bom ou apenas medíocre, mas continua divertido. Nas primeiras horas de Jak X estava bastante entretido, as corridas e combate ao estilo de Mario Kart são altamente energéticas e o jogo tem variedade de modos suficiente para não ser maçador; modificar e ganhar novos carros ajuda à progressão e a manter o jogo mais fresco. Mas depois de algumas horas, os podres começam a ficar mais visíveis. Algumas pistas são uma frustração porque estão repletas de bugs em hitboxes, alguns dos modos, como o Capture, não são nada divertidos porque te fazem depender do AI para ganhar, e com o aumento do caos no ecrã, o framerate cai a pique. Não obstante, podem jogar com amigos, isso nunca falha.


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Jak and Daxter: The Precursor Legacy

O título que começou tudo aguenta-se surpreendentemente bem hoje em dia. Ao contrário das suas sequelas, The Precursor Legacy é um platformer collectathon” mais tradicional, e funciona bem. O mundo aberto todo conectado sem loadings continua surpreendente, os controlos do Jak são, na maior parte do tempo, satisfatórios, e as áreas, para além de variadas e únicas, são abertas que chegue para dar espaço ao jogador para explorar sem ser levado por um caminho linear pré-determinado. Algo que se aplica também para a restante trilogia: as animações estão num patamar acima dos restantes jogos da PS2, tanto nas cutscenes, como em jogo, e ajudam a tornar o movimento mais agradável. Pouco mais tenho que dizer sobre o jogo porque resume-se bem em duas palavras: simples e sólido.


Jak 3

Santificado seja este jogo porque depois do Jak II estava com medo que fosse odiar as restantes entradas da série. Jak 3 pega no seu antecessor, retira-lhe tudo o que o tornava frustrante e ainda adiciona um combate de carros ao estilo de Mad Max que gostei bastante. Jak 3 dá-nos mais armas poderosas e satisfatórias para causarmos o caos, os poderes de light eco mantém a frustração ao mínimo ao deixarem-nos recuperar vida, voar ou atrasar o tempo, e há uma variedade de missões mais divertidas e diferentes que ajudam a não quebrar ritmo do jogo ou a não torná-lo monótono. Também diria que o enredo é o mais memorável na saga, mas não é dizer muito porque a narrativa da série pouco me manteve interessado para além dos momentos cómicos e da entrega do actor de voz do Daxter. Como todos os outros jogos, há ali algumas missões que nem deviam existir, mas não o impede de ser o melhor entre a série.


Estando a série acabada, confesso que saí um pouco desiludido porque esperava algo ao nível dos seus companheiros, Sly Cooper e Ratchet & Clank, e acabei por ter uma série no máximo decente e no mínimo medíocre. Pode ser devido à falta da ligação nostálgica com a saga em relação às outras duas ou as minhas expectativas mais altas. A verdade é que duvido que regresse a qualquer um destes jogos. Ainda assim, não sou contra um novo título por parte da Naughty Dog.

Se quiserem dar uma oportunidade à colecção ou reviver os vossos momentos na PS2, podem comprar na PS Store por 39.99€ (comprei em desconto por 14.99€).


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