Análise – Resident Evil 4: Separate Ways

Cerca de 7 meses após o lançamento de “Resident Evil 4”, a Capcom regressa com uma expansão à narrativa deste jogo com “Resident Evil 4: Separate Ways” que se foca na perspetiva de Ada durante a narrativa do jogo base e consiste num remake da campanha extra introduzida na versão PS2 do jogo original.

A história desta expansão começa com Ada a resgatar Luis do castelo onde está encarcerado, sendo a sua missão ter o Ambar que tem no seu interior a espécie dominante de “Las Plagas”, algo muito valioso para o empregador de Ada, que é um velho conhecido para os fãs da franquia.
Pelo caminho Ada depara-se com Leon e acaba por o apoiar em momentos chave da narrativa, sendo que desta vez vemos estes acontecimentos pela perspetiva dela.

Ao nível da jogabilidade, embora a base do jogo principal se mantenha intacta Ada tem acesso a novas habilidades, em especial a um “Grappling Hook” que não só permite aceder a certas zonas do mapa como pode mesmo ser utilizado em combate de variadas formas, nomeadamente remover escudos das mãos dos inimigos, o que torna o combate ainda mais dinâmico e divertido.

Além disso, nesta expansão são trazidos de volta certos aspetos do jogo original que tinham sido retirados no remake, acabando por ser engraçado o novo contexto em que são inseridas estas sequências.

Os confrontos com bosses são também divertidos mas denotei um elevado salto na dificuldade em comparação com o jogo base, não só os bosses demoram muito mais a matar como no geral as armas de Ada fazem menos dano que as de Leon, acabando muitas vezes por ter ficado completamente sem munições no fim de alguns dos confrontos de maior escala.

Falando na dificuldade, sinto que algumas das novas sequências exacerbam os maiores problemas que o jogo base já tinha, rodeando-nos de muitos inimigos, o que por vezes leva a que fiquemos encurralados e sem escapatória possível no meio de tantos ataques porque o jogo não tem praticamente invulnerabilidade em nenhuma das animações, ficando o jogador vulnerável mesmo quando está a finalizar o inimigo com uma animação espalhafatosa.

Em suma, “Resident Evil 4: Separate Ways” é uma excelente expansão que oferece cerca de 5h de conteúdo e embora não reinvente o jogo base ou o expanda de forma substancial é muito divertido, sendo apenas 10€ recomendo-o vivamente, dando-lhe a nota de 8/10.

Resident Evil 4: Separate Ways no OpenCritic

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