Lançado em 2015, Splatoon marcou o regresso da Nintendo à criação de novos IPs, culminando num dos jogos mais bem-sucedidos e lembrados da infame Wii U, resultando em 2 sequelas na Nintendo Switch, e agora num spin-off mais focado na narrativa e uma experiência a solo.
A história começa com o grupo principal de Splatoon 3, Deep Cut, a despenhar-se nas ilhas Spirhalite, umas misteriosas ilhas que supostamente contêm imensos tesouros. Sem forma de regressar a casa e com uma vontade enorme de encontrar riquezas perdidas neste arquipélago, o grupo decide começar a explorá-las mais a fundo e descobrir os seus segredos, enquanto procuram recursos que possibilitem o seu regresso.

No geral a narrativa é sólida para o jogo que é, focando-se nas interações dos membros de Deep Cut entre si, e a obtenção dos vários colecionáveis adicionam pequenas peças de lore que explicam imensa coisa sobre as ilhas e o universo de Splatoon como um todo, algo que apreciei tendo em conta que estes jogos até agora nunca expandiram muito a narrativa por detrás do seu mundo.
Visualmente o jogo pega na tecnologia de Splatoon 3 e refina-a de tal modo que mesmo correndo a 1440p nativos na dock e 1080p em modo portátil é provavelmente o jogo mais estável que joguei em toda a geração, em 40h de jogo encontrei 0 quebras de fluidez mesmo com centenas de inimigos e partículas no ecrã, sendo o jogo mais impressionante da nova consola da Nintendo que joguei até agora.
A direção artística contém muita variedade, exploramos desde ilhas tropicais a uma montanha gelada, embora na reta final os cenários fiquem algo repetitivos.

Ao nível da banda sonora, embora apresente semelhanças com a restante franquia, neste título procuraram uma temática mais caótica e misteriosa, mas o resultado é algo mediocre, não sendo grande fã da banda sonora do jogo de todo, podendo ser ouvida aqui.
Quanto à jogabilidade, Splatoon Raiders é o culminar de 11 anos de experiência desta equipa, sendo simplesmente a entrada mais satisfatória e divertida desta franquia, pegando numa base mais competitiva e adaptando-a ao género looter shooter na perfeição, tendo o jogador como recompensa ao eliminar inimigos dezenas de armas distintas com raridades e afixos distintos que adicionam rejogabilidade e variedade à nossa aventura, algo que adorei, pois mesmo as armas mais “fracas” por vezes são úteis por possuírem efeitos melhores ou uma utilidade diferente como maior cadência de tiro em vez de maior alcance, embora por vezes isto se torne algo frustrante pois podemos querer uma arma especifica e ela simplesmente se recusar a aparecer mesmo ao fim de horas a tentar arranjá-la, sinto que o jogo beneficiaria de uma opção para comprar armas especificas após completar a narrativa.

Além disso, cada nível apresenta 2 a 3 colecionáveis distintos que além do já mencionado lore, desbloqueiam níveis extra onde temos de resolver puzzles com equipamento limitado, por acaso apesar de mais lineares estes pequenos trechos lembraram-me de The Legend of Zelda: Tears of Kingdom e as suas resoluções fora da caixa.
Além destes níveis de exploração temos também várias arenas onde temos de matar um determinado número de inimigos dentro do tempo limite, estes níveis são caóticos e dopamina pura pois o ecrã fica cheio de cores e números a um ponto que se torna impercetível, mas no bom sentido porque a grande maioria das vezes somos nós que levamos avante.
Conteúdo é algo que não falta neste jogo, demorando a narrativa por volta de 10-15 horas, mas o verdadeiro final facilmente duplica esse número.

O jogo utiliza também muito bem o HD Rumble da consola, dando um impacto excecional a cada arma quando atinge um dado inimigo.
Em suma, Splatoon Raiders é incrível, dos melhores jogos do ano e da Switch 2 no geral, sendo o pináculo da franquia e apresentando um dos gameplay loops mais divertidos da geração, embora sinta que a sua banda sonora e elementos aleatórios excessivos o prejudicam ligeiramente, ainda assim altamente recomendado para qualquer pessoa com a consola, pelo que lhe atribuo um 9/10.
