Desenvolvido pelo estúdio Crimson Dusk, chega Homura Hime, um frenético e divertido jogo de ação com fortes inspirações em Devil May Cry e Nier Automata.
A narrativa conta a história de Homura Hime, uma exorcista de demónios que procura trazer de volta um equilíbrio ao mundo, tendo sido este afetado pelo aumento de atividade dos demónios, pelo que nesta narrativa, Homura Hime junta-se a outra rapariga, Ann, numa jornada por diversas regiões com o objetivo de derrotar o demónio que as atormentam e purificar as más energias emanadas.

No geral a história é pouco consequente, serve apenas para contextualizar os locais, jogabilidade e o combate contra os demónios e as interações da personagem titular com Ann são engraçadas, embora sinta que em partes o jogo recai um pouco em clichés já algo gastos em anime.
Ao nível visual, o jogo emprega um estilo cel-shaded muito bem conseguido e apelativo, tendo as personagens e os cenários muito bom aspeto e direção artística, embora o jogo sofra de momento com alguns problemas de performance que o prejudicam, havendo momentos em zonas mais abertas ou lutas muito preenchidas de projéteis a framerate cai abaixo de 60fps com regularidade no meu PC (RTX 3060 e Ryzen 7 5800H), podendo mesmo por vezes cair abaixo dos 40 e 30, algo bastante notório dado o género em que o jogo se insere.

A banda sonora é também decente, especialmente nos combates onde capta bem a intensidade dos confrontos e deixa o jogador com adrenalina nas lutas com os vários bosses.
Mas o foco de Homura Hime é a sua jogabilidade, sendo não só extremamente divertido como um jogo bastante satisfatório de se dominar o sistema de combate, muito em parte devido ao parry que é relativamente fácil de se efetuar isolado, mas dada a natureza bullet hell do jogo torna-se imperativo de se dominar no meio do caos que o ecrã se torna nesses confrontos.

O jogo emprega um sistema de combos e de classificação dinâmica como Devil May Cry e no geral funciona muito bem embora seja algo fácil demais de abusar para se ter classificação máxima em todas as lutas pois o jogo só tem em conta o score obtido pelos combos efetuados, sendo o dano e o tempo levado irrelevantes.
Mas é nos confrontos com os bosses que o jogo me agarrou mesmo, cada confronto bastante reminiscente de jogos como Furi em que aliado a uma vertente hack and slash cada luta tem também transições de fase em que o jogo se torna um Bullet Hell puro e duro, sendo imperativo rechaçar e desviar o máximo de projéteis para evitar o fracasso, e para mim isto é o grande destaque do jogo.

Cada nível que exploramos no jogo tem também diversos colecionáveis e segredos para encontrar, mas dada a natureza linear do jogo a grande maioria está à vista pelo que não há grande incentivo a explorar, o que me desiludiu um pouco.
A nível técnico, também encontrei alguns bugs de progressão que me impediram de continuar sem reiniciar saves anteriores ou desinstalar e voltar a instalar o jogo, assim como crashes recorrentes, ainda assim não foram suficientes para me demover de terminá-lo.

Em suma, Homura Hime é um hack and slash muito bom misturando de forma eximia esta vertente com bullet hell, porém fica ligeiramente aquém do que podia ser pelo estado técnico em que saiu, pelo que lhe atribuo um 7/10.
