Análise – Helldivers 2: caos, cooperação e totalitarismo

Helldivers 2 é uma ambiciosa sequela a Helldivers, um twin stick shooter lançado em 2014. Com este jogo, o estúdio deixou para trás o legado dos jogos anteriores (Magicka, Gauntlet) por uma nova perspectiva na terceira pessoa. É, de acordo com a Sony, o primeiro live-service do novo catálogo de jogos do género, e um sucesso tremendo com um lançamento simultâneo no PC e PS5. (Esta análise contém spoilers para o filme “Starship Troopers” 1997 e para o livro “1984”. Devido à demora em lançar o artigo, incluí alguns elementos de jogabilidade introduzidos no último update)


Apenas heróis depois deste ponto

No caso de desconhecerem Helldivers, resumidamente, é uma representação satírica de um regime e sociedade entregue ao capitalismo e ao totalitarismo, com uma expressão fascista. Os eventos desta sequela passam-se 100 anos depois da Grande Guerra Galáctica, onde a Super Terra (Super Earth) tem que enfrentar novas ameaças à Liberdade e Democracia, valores imperativos que têm que ser partilhados com o resto do universo. Rapidamente vão perceber que a influência do Starship Troopers (1997), de Paul Verhoeven, é notória.

Depois do anúncio propagandístico que abre o jogo, pedindo-nos para alistar nos Helldivers e combater as invasões à Super Terra, pisamos uma área militar para o treino oficial.

Para nos ensinar a utilizar STIMS para nos curar, o nosso supervisor, diz:

Impeccable! Like I always say, best simulation is a real simulation. Now, activate the battlefield injury simulator!

– General Brash

E de seguida somos espetados com um espigão metálico.

Noutro momento, no caso de disparem contra a silhueta de cartão de um Helldiver, o supervisor grita:

Man down! Don’t sweat it, soldier; friendly fire is just an unavoidable fact of life. NOTHING AT ALL you can do prevent it! What you can do is use the Reinforcement Stratagem to replace your fallen comrade!

– General Brash

A brevidade e simplicidade deste tutorial não só reforça o tom cómico, como eleva a despreocupação do regime com os seus soldados. Qualquer um pode ser um Helldiver, exigindo apenas as capacidades mais básicas; no caso de morrerem, uma voz tranquila chama uma equipa de limpeza.

Chegando ao final do treino, recolhemos a capa que ondula vibrantemente com o que se supõe que seja pura pujança patriótica. Mas não há cerimónias. Somos congelados até esperar pela próxima missão.

BAYHEM

Training manual tips (na transição para missões)

Kill bugs before they get close. Remember, nothing protects your personal space better than bullets.

Super Earth recommends spending at least 2.4 seconds per mission enjoying the scenery. A happy Helldiver is a deadly Helldiver.

Don’t Panic

Practice your daily desensitization exercises to ensure you remain unfazed by enemy atrocities

Helldivers traveling the galaxy might come across ancient ruins and other curiosities. Just remember: Only a traitor is curious about alien artifacts!

A federação, não da Terra mas da Super Terra (pois o clímax da civilização humana apenas podia ser condecorado com um novo prefixo). Assim, uma Super Terra, precisa não de heróis, mas super heróis, o que chamam de elite do planeta, os Helldivers. São a super força da Super Terra protegendo os valores super democráticos com o seu igual super arsenal democrático. São tudo isto, e ao mesmo tempo, apenas uma engrenagem na grande máquina de guerra.

Começando uma missão, as cápsulas de combate são disparadas da nave, penetrando democraticamente na atmosfera do(s) planeta(s). A música é bombástica até à nossa chegada ao chão. O Democracy Officer da nave comunica, “Go now and should you fall, remember this: Every day is a good day to die for Democracy”

As operações de paz, na quais destruímos os inimigos da democracia, vão de nível 1 a 9, variando (e, escalando) nos efeitos, objectivos principais e secundários, quantidade e tipo de inimigos. Cada missão tem um tempo limitado que ao acabar elimina o acesso aos Stratagems (estratagemas, são activados com o d-pad), um poderoso arsenal que vamos desbloqueando com os materiais e requisitions (essencialmente pontos) que obtemos ao longo da missão. Os tipos de missão têm uma dezena de variações (poucas com mudanças entre si); e os planetas que visitamos, apesar de alguma diversidade visual, espelham-se de várias formas. O planeta de gelo aqui não vai ser diferente do planeta acolá. Por fim, o combate resume-se a enfrentar hordas de inimigos e sobreviver.

Assim, o que é que torna o combate de “Helldivers 2” especial? Em parte, o estilo de combate do original traduz-se bem para a visão na terceira pessoa, assemelhando ao combate a hordas de jogos recentes como “Days Gone”, “40K Darktide”, “GTFO” etc., com a explosão visual e imprevisibilidade do online de “Battlefield”.

Contudo, para explicar o que torna o combate especial é preciso discriminar os diferentes elementos que, em conjunto, se amontoam para empurrar o jogador a tomar decisões activamente e, ao mesmo tempo, alimentar o caos que define a experiência de combate. (A experiência de combate descrita daqui para a frente tem por base as dificuldades 6 até 9)

Mesmo na sua repetição há uma variedade de possibilidades que não controlamos. Ás vezes, nem é preciso esperar muito para a primeira morte.

Lista de algumas mortes por friendly fire:

Rocket Sentry – 2

Mortar Sentry – 12

Autocannon Sentry – 5

Airstrike (vários) – 17

Orbital (vários) – 10

Arma primária – 4 (uma intencional)

Arma de suporte – 12

Reforço de jogador a cair-me em cima – 2

Granadas – 9

Tesla Tower – 7

Lista de algumas mortes aliadas causadas por mim:

Mortar Sentry – 8

Tesla Tower – 12

Airstrike (vários) – 15

Orbital 120mm barrage – 6

Orbital (vários) – 12

Arma primária – 5

Mines – 10

Ressuply a cair em cima de um jogador – 1

Foram raras as vezes que uma morte me levou – ou até aos meus companheiros – à frustração; ouve-se mais gargalhadas que berros. A mecânica de reforço faz com que se esteja quase sempre dentro da ação; podendo até guiar o hellpod (cápsula) para cima de um inimigo.

A intenção cómica da narrativa persiste na jogabilidade seja com os gritos de euforia ou horror dos soldados, as ragdoll physics quando caímos ou somos atacados, os pequenos erros, o friendly fire ou até quando sais da zona de missão e és considerado traidor, levando com um bombardeamento até morreres… E, afinal, é menos um fascista.

Synthetic supplementation, Integrates moderate doses of amphetamines and androgenic steroids into diet of loading crew, leading to increased pace, focus, and stamina, among other effects. – Reduces cooldown time for Sentry, Emplacement, and Resupply stratagems by 10%

– Engineering bay level 1 upgrade

Lutando contra as hordas, é preciso saber quais sãos os inimigos que têm precedência, que tipo de estratagemas utilizar naquela situação. Não é a mesma intensidade de exercício que o combat chess de Doom Eternal, porém também não é tão desligado como possa parecer à primeira vista. Há uma diferença clara entre um Hunter, um insecto ágil que se move em grupos, e um Hive Guard, lento mas com uma carapaça forte. Numa missão contra os Automatas, um Rocket Devastator é mais prioritário devido ao seu longo alcance, que um Scout Strider, mas este cobre distância mais rápido. Nem todos encontros têm a mesma composição de inimigos; e, cada cenário exige uma reação diferente.

Isto começa com a preparação antes de uma missão. Cada jogador (num total de 4 por missão) pode levar 4 estratagemas (armas mais poderosas, orbitais, ataques aéreos, sentinelas automatizadas, etc..), além de granadas, armas primária e secundárias. Enquanto que com pessoas aleatórias é mais difícil coordenar, é preferível cada jogador complementar os outros. Por exemplo, se todos levarem orbitais pesados – que têm um maior cooldown -, podem ficar em risco de precisar bombardeamentos rápidos ou ataques aéreos precisos; ou a diferença que faz um jogador fazer recarregamentos a armas poderosas, como a Recoiless, Spear ou Autocannon, a outro jogador.

Além disso ainda se juntam outros elementos como o tempo limitado de missão (chegando ao fim perde-se acesso a estratagemas); o facto das munições do carregadores perderem-se se recarregares; da geografia dos planetas condicionar a navegação (zonas pantanosas, vegetação densa, etc); efeitos que limitam a visibilidade (Thick fog) ou diminuem a stamina (Intense Heat), que aumentam o tempo de chegada dos estratagemas (Atmospheric interference) ou até a sua precisão; a distância dos inimigos e o seu tipo; o armamento disponível; o posicionamento, são tudo factores que influenciam decisões tomadas em segundos. Seja recarregar uma arma ou guardar um orbital.

Há ainda uma pressão acrescida pelos elementos aleatórios, como um meteorito que nos atinge inesperadamente ou uma tempestade eléctrica que nos impede de utilizar estratagemas – que são alguns dos efeitos que foram introduzidos recentemente. Algumas vezes, até pode ser simplesmente uma Mortar Sentry a despedaçar-nos no emaranhado de corpos aguçados ou metálicos; haverá sempre alguma coisa que nos ceife a vida. À semelhança da geografia/terreno, parte dos efeitos também afectam os inimigos da democracia, e podem ser utilizados a nosso favor.

O céu incendeia com explosões, os insectos ou automatas desfazem-se frente ao arsenal democrático, soldados engolidos pelas hordas enquanto pressionam o d-pad para chamar um estratagema, nas nossas costas um Bile Titan ou um Hulk Bruiser, à direita a artilharia de um Bile spewer ou de um Rocket Devastator, um borbadeamento aéreo, os canhões das Gatling Sentry’s rodopiando centenas de balas. É o som da liberdade e democracia. É tudo um estímulo visual e sonoro que mexe com emoções primordiais de ver coisas a partir. Um espetáculo destrutivo hipnótico.

    Another victory for the right side of history

You have maintained our way of life

– Democracy Officer ao completarmos uma missão

Infelizmente, não consegui confirmar a frase original, letra por letra, ou se é de Fernando Pessoa ou outra figura. Mas durante o Estado Novo, alguém terá escrito algo como: a palavra Portugal ou portugalidade está tão prostituída que já não significa nada. O excesso da identidade – e o seu eventual desaparecimento- é sintomático do nacionalismo exacerbado.

Na ascensão desta Super Terra, deu-se uma apropriação do conteúdo das palavras, liberdade, democracia, etc… Não muito diferente da Nova Língua em “1984” de George Orwell.

Spread Democracy

Have a democratic day

Liberdade é uma criança de sete anos poder trabalhar, justiça é mantida quando acusam dissidentes e recebem pontos para uma visita extra ao médico, democracia é recorrer a um algoritmo para escolher candidatos para governar. A linguagem do regime reapropria agressivamente estes termos para justificar a sua narrativa bélica e expansionista.

When i was a kid i always loved All Heroes Eve. The adults would all dress up as bugs, and ring our doorbells and we’d have to fire 3 shots in the air and say, No Fascism here, insects! At the end of the they would reneact the Battle of Liberty Peak, and we would all get cake.

– tripulante da nave

Os insectos são o fascismo, e os Helldivers a liberdade…

Há uma frase frequentemente recorrida nos EUA que é, a democracia morre no silêncio; no caso do Helldivers, se a DEMOCRACIA morre no silêncio, a resposta é ser o mais barulhento possível.

Capitalismo enamorado com totalitarismo

Após o 11 de Setembro nos Estados Unidos, o presidente americano George W. Bush veio assegurar ao público americano que “as nossas instituições financeiras continuam robustas”, convidando os americanos a irem à Disneyland. O presidente não seria a única figura política (e não só) a pedir aos americanos para gastar o seu dinheiro. A melhor forma de mostrar ao mundo e aos inimigos dos Estados Unidos da América, do capitalismo americano, é comprando. Mostrar que esses princípios, agora considerados fundacionais, estão salvaguardados.

Voltando ao universo de Helldivers. Num dos vários anúncios permitidos na nave, uma voz, primeiro ameaçadora, “They escaped the farms. They murdered good citizens of Super Earth. Now, they’re coming for you. The only thing that can stop them?”, depois convicta e serena, “A STRONG ECONOMY!! Don’t let your family get murdered. Spend your extra cash today.”

As avaliações dos equipamentos que podem ser adquiridos na superstore, são fictícias, criadas pelo Ministry of Truth (Ministério da Verdade), como reações aproximadas à realidade. Mesmo aí encontramos uma avaliação removida por motivos de traição. Não é um salto assumir que os próprios inimigos da Super Terra sejam criados e recriados. A verdade existe, desde que seja o governo a partilhá-la.

Como referi antes, além de Starship Troopers (1997), encontro-me a comparar o mundo com o “1984” de George Orwell, que tem o seu próprio Ministério da Verdade. Nesta obra, é revelado ao protagonista, que o governo da Oceania, Ingsoc, tem vários elementos fingindo ser parte do movimento de resistência. Um movimento, que pode ou não existir. As guerras perpétuas com a Eurásia e a Lestásia também podem ser fabricadas, com o Ingsoc a bombardear as suas próprias cidades.

WAR IS PEACE

– slogan do Ingsoc, governo da Oceania em “1984” de George Orwell

Enquanto que as pirâmides em Guiza são publicizadas como incríveis locais para habitação, nas ruas vencem as paradas militares, execuções públicas de dissidentes, celebração festivais governamentais como Heroes’ Day onde se renovam os votos de cidadania. Um mar de gente cheirando a Eagle Sweat, a fragrância que altera o teu ADN para cheirar como um herói da federação; bebendo Dr. Democracy (com apenas 17 aditivos!). A história da federação engoliu todas as outras. Apenas há espaço para um pensamento colectivo: Guerra é cultura.

EVERYTHING

YOU NEED

TO KNOW

– cartaz de propaganda do Ministry of Truth

Numa das transmissões ilegais que somos incumbidos de desactivar, lê-se: “This threat is all about oil!! The government made this!”, com imagens dos Terminids (insectos) que combatemos.

Narrativamente, no seu percurso enquanto live-service, Helldivers 2 não tem que subverter o totalitarismo fundacional e institucional que ocupa os sonhos e mentes dos super habitantes da super terra. Porque o regime precisa de inimigos para sobreviver, tal como acontece em “Starships Troopers” (1997) e “1984” de George Orwell. Os Terminids são necessários para extrair a essência para combustível (e já foram geneticamente modificados nas quintas com esse intuito); sem isso, a máquina de guerra cai, sem guerra, não há governo. Um dos tripulantes da nave chega a dizer, “You know, the problem with the bugs is that they’re relentless expansionists. In their region of space, we’ve found them on nearly every planet we’ve settled.”. Estranhamente, o governo ainda não foi capaz de descobrir como é que os Terminids são capazes de viajar de planeta para planeta.

BILLIONS OF STARS

ONE

FEDERATION

– cartaz de propaganda do Ministry of Expansion

A ironia não tem lugar no fascismo.

Enquanto as ameaças existirem, enquanto houver sítios para se expandir, haverá Helldivers, prontos para combater. Cada pedaço uma vitória, cada sacrifício uma necessidade. Somos soldados de um exército eterno.

Outro tripulante diz, “The Ministry of Expansion says we’re actually still in the early stages of galactic colonization. Really blows your mind – all those planets settled since the great galactic war and we are still just getting started”

 THEY’LL KEEP ON FIGHTING

AND THEY’LL WIN!

– pedaço de propaganda que conclui o filme de Starship Troopers (1997)

A impossibilidade da sátira e a audiência

Apesar da construção jocosa distópica e totalitária nem todos os jogadores a entendem da mesma forma. Em alguns encontros, vemos as expressões dos soldados ou da propaganda sem tom de ironia ou brincadeira; e para outros, é puramente um pedaço de fantasia guerreira e poder. Os primeiros ou ignoram as linhas de diálogo, tipo de missões e entradas de texto deixadas pelos colonos e combatentes da SEAF, ou acham que é realmente um regime formidável. Os segundos apenas não têm interesse nessa cosmovisão, não importa o contexto, querem sentir-se como um super soldado.

Enquanto “Helldivers” ainda não começou a tropeçar como o universo de “Warhammer 40k”, há uma linha difícil de seguir em satirizar e criticar governos totalitários e militarizados. Mesmo o Starship Troopers (1997) enfrentou isso, como também filmes críticos da guerra do Vietname como “Full Metal Jacket” e “Apocalypse Now”, ou até “American History X ” na sua representação neonazi. Chegamos a uma discussão, que não vou aprofundar aqui, já debatida por pessoas mais capazes sobre a dificuldade em representar a guerra ou até de regimes ou ideologias extremistas em media.

Normalmente, é referido como a comédia é a melhor forma de expressão para criticar uma ideologia extremista. Se este jogo, mesmo agarrado a um tom flagrantemente cómico absurdo (nem tanto em alguns aspectos) e distópico, não sei se posso culpabilizar a equipa narrativa da falta de esforço.

Possivelmente, aqui a jogabilidade podia ser expressa como um survival horror, contrariando a propaganda do regime. Ao mesmo tempo, a morte é uma constante nas missões do jogo, rapidamente se pode perder vários soldados em erros ou em ondas repetidas de inimigos das formas mais ridículas. Porém, continuamos a ter acesso a um arsenal altamente destrutivo; que é absolutamente divertido de usar.

Ao mesmo tempo, a verdade é que já não me surpreende a falta de… noção, desde que descobri que há portugueses que não entenderam que o filme satírico sobre o Estado Novo, “Capitão Falcão”, não era de facto a favor do fascismo e que o Jovem Conservador de Direita é um comediante que ridiculariza a direita em Portugal. Será então também impossível satirizar o extremismo, e neste caso, o fascismo?

Haverá uma audiência, que nunca irá compactuar com a crítica, a ironia ou a sátira. Já foram engolidos pela militarização e belicismo, digeridos pelo nacionalismo e regurgitados pelo fanatismo.

O modelo live-service e futuros

Para finalizar o texto, tenho que falar sobre o aspecto live-service do jogo. Um tópico quente devido à monetização agressiva e falta de conteúdo que vários jogos com este modelo apresentaram ao longo dos anos. No caso de “Helldivers”, devido ao seu preço (39,99€) e monetização suave, juntamente com uma jogabilidade simplesmente divertida, tem tido abébias e defesas pelos seus fãs.

Pessoalmente, como alguém que gostou do original e está adorar esta nova experiência, além de não ter grande experiência com jogos live-service (excepção de “Battlefield” e “Predecessor”), é difícil opinar sobre o que “Helldivers” faz bem. Porém, posso pelo menos falar de uns aspectos positivos deste modelo para a campanha partilhada e abrangente do online.

Para já, com battlepass premium, não incomodam muito (em parte porque estão sempre disponíveis), mas isso será diferente depois de um ano, com mais de uma dezena.

Segundo um dos escritores de Helldivers, esta campanha partilhada foi encarada como uma campanha de D&D; e tal como um dungeon master, a equipa vai usar o feedback dos jogadores para ir evoluindo a campanha. Desta forma, narrativamente (e em conteúdo), em vez de dividir a comunidade com DLC’s e expansões pagas como na primeira entrada, todos têm parte nesse processo. Quando os Mechs foram introduzidos recentemente, a comunidade teve que lutar em conjunto pela defesa do planeta onde são fabricados. Novos planetas surgem de acordo com o esforço global da comunidade ao libertá-los da opressão não-democrática; novas criaturas e equipamento vão surgindo em missões aleatórias de jogadores, pela mão do já infame, Game Master Joel.

No entanto, também pode se colocar a questão se este conteúdo (e o que virá) não podia já ter sido incluído nesta sequela, sejam os inimigos, estratagemas, etc… De momento, o futuro do jogo parece promissor, mas conseguirá sobreviver ao escrutínio e exigências ao longo deste primeiro ano de live-service?

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