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Europa Universalis IV: Emperor – Análise ao DLC

Emperor é um DLC para o Europa Universalis IV (EU4). Está disponível a 20€ nas lojas Steam e Paradox. Gostaríamos de agradecer à Paradox Studios por nos ter fornecido o código. Para esta análise, joguei com todos os DLCs disponíveis até ao momento e com a atualização da Áustria.

Emperor é o DLC mais recente do Europa Universalis IV, um jogo de estratégia em tempo-real da Paradox Studios, a desenvolvedora por trás de grandes títulos como Stellaris e Crusader Kings 2. Esta expansão pegou em tudo que o EU4 tinha e virou-o do avesso, tornando-o numa experiência entusiasmante.

Emperor deu uma melhoria completa à jogabilidade europeia. Há mais eventos e nações (algumas totalmente novas, outras agora possíveis de formar) e várias receberam as suas próprias mission trees. A jogabilidade do Sacro Império Romano-Germânico, em particular, foi renovada, apimentando a experiência para quem joga na Europa.

Há dois pontos centrais para discutir sobre o DLC. Em primeiro lugar, o Sacro Império Romano-Germânico e as suas novas mecânicas e formação. A primeira vez que joguei o Emperor, escolhi a Áustria e tive como objetivo unificar o Império com uma só bandeira. Acabou por ser um daqueles “jogos perfeitos” em que nada correu mal e acabou por ser uma experiência fantástica. Uma das adições é a mecânica de Emergency, que engloba muitos cenários, mas o mais conhecido para os jogadores deve ser a competição dos príncipes italianos pela saída do Império. Durante esta emergência, o Império reúne-se para escolher o curso de ação a tomar. Após essa escolha, o Imperador deve decidir se, de facto, o segue ou não.

O segundo ponto é a reformulação do Catolicismo. Antes deste DLC, era uma das religiões menos recomendadas dentro da Europa, salvo algumas exceções, como a Ibéria. Contudo, no novo sistema, a religião tornou-se muito mais atraente, com bulas pontifícias para cada novo Papa, que outorgam bónus a todas as nações católicas com um cardeal, e uma nova postura a adotar, face à contrarreforma – algo definitivamente interessante de jogar.

Outra grande mudança no EU4 foi o sistema de mercenários. Ao invés de ser possível recrutar mercenários a qualquer altura e em qualquer lugar, até atingir o limite de contratados, agora existem companhias de mercenários que agem como um exército à parte e que dependem da localização do jogador. Pessoalmente, aplaudo esta alteração fenomenal. É exatamente aquilo que era preciso para tornar o EU4 num jogo mais equilibrado e livre.

Para quem for pegar imediatamente no DLC, recomendo um jogo de Sacro Império Romano-Germânico com a Áustria ou a Boémia para perceber aquilo que mudou no jogo. Apesar da grande quantidade de novidades, jogadores experientes não se vão sentir intimidados. Já os novatos poderão ter pela frente uma ligeira curva de aprendizagem, mas não creio que seja algo avassalador.

Honestamente, gostei tanto do DLC que não posso dar-lhe algo inferior a 9.5 em 10. As novas mecânicas deixam a Europa muito mais divertida. Gerir o Império tornou-se desafio maior e as alterações às missões da região contribuíram para uma jogabilidade mais interessante. A reformulação do Catolicismo trouxe destaque à religião, passando a ser uma opção viável a longo termo, e o novo sistema de mercenários melhorou imenso o anterior. Foi um DLC excelente pelo qual valeu a pena esperar.

Análise traduzida por Ivo Lebreiro.

Europa Universalis IV: Emperor no OpenCritic


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